OS CÉUS ABERTOS - Anna Rountree

Atualizado: 2 de jul.

Por Anna Rountree

Anna Rountree teve uma tremenda visão do céu. Enquanto esteve lá, ela foi ensinada por anjos e se encontrou com Jesus. Ela fornece aos leitores uma visão impressionante de como é o Céu, e mostra um quadro sombrio do reino de Satanás, nos lugares celestiais.

Traduzido por Rosaine Scruff

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Playlist contendo todo o conteúdo do livro: 14 videos de 13 capítulos + o posfácio. Leitura por Atalaia do Senhor


Toque na imagem de cada capítulo para assitir.


Para Deus, o Pai, Deus Filho, e Deus Espírito Santo, que deu a revelação, e preparou o livro, e para quem nós o oferecemos em amor, louvor, e ação de graças.

"Em verdade, em verdade vos digo, que vereis os céus abertos..." - João 1:51


Capítulo 1

O ataque

O som era antigo e terrível. Assustada, eu me virei para ver um aríete colossal espancando implacavelmente e movendo-se sob seu próprio poder através de uma bacia de deserto. "Suas rodas de madeira eram de pelo menos sessenta andares de altura e elas gemiam e bocejavam sob o peso extremo que suportavam. Blasfêmias eram esculpidas pelo espancamento de seu braço negro, no final do que era a cabeça de ferro de um bode.

Embora ele se movesse lentamente, as pessoas no chão do deserto pareciam impotentemente evitar o seu caminho, elas foram esmagadas quando ele rolou sobre elas. Gritos encheram o vale deserto e ressoaram até formações rochosas distantes, enchendo a bacia do deserto com terror.

Lentamente, o aríete coberto de um monte de areia e começou a pegar velocidade e foi para o outro lado. Sem fôlego pelo choque, eu forçava com minhas mãos e escalava com os pés na areia profunda do morro, a fim de chegar ao topo e ver por onde ele iria.

Ele pegou uma tremenda velocidade, ao mergulhar do outro lado da colina em um vale profundo. Em seu caminho, na parte inferior do morro havia uma cidade murada. Tanto a cidade como suas paredes tinham cor de areia e pareciam estar meio afundadas, quase voltando à areia de onde tinham vindo. Em letras desbotadas ao lado da parede, eu podia ler: A IGREJA.

O aríete era enorme, e a parede de adobe (argamassa e palha) da cidade não parecia forte. Com impacto brutal, a cabeça do bode bateu e entrou através da parede. E foi arrastando casas e edifícios, perdendo muito pouco de sua velocidade. Quando rompeu a parede do lado oposto da cidade, foi diminuindo até parar, estacionando na areia.

Houve um estranho silêncio.

Gritos ocasionais quebravam o silêncio. Vinham de pessoas que haviam sido mutiladas ou de quem reconheceu que um ente querido seu havia sido morto. Mas mais estranho do que o silêncio foi o fato de que poucos tentaram escapar através dos escombros da parede - poucos.

Depois, lentamente, por si só, o aríete virou-se em direção à colina novamente, movendo-se em minha direção. A cabeça do bode no final do bastão estava rindo, eufórico, como se estivesse bêbado de sangue.

Eu pensei que ele poderia me ver, então eu deixei o topo do morro e corri na direção oposta. Enquanto corria, eu freneticamente esquadrinhava a bacia daquele deserto a procura de um esconderijo. Eu podia ouvir as rodas enormes trabalhando enquanto levavam o aríete em direção ao topo da colina novamente.

De repente um anjo começou a voar ao meu lado.

“Onde posso me esconder do aríete?” Eu gritava enquanto corria.

“O aríete rola implacavelmente sobre toda a terra agora. Para o alto” disseo anjo, “bem no alto, além do que podemos ver, é o único lugar seguro.

Deixe-me mostrar-lhe”.

O Escape

Com um aceno de mão do anjo, uma escada apareceu, tocando a terra e alcançando além da minha visão para o céu. Fui até a base das escadas e olhei para cima. Eu ainda estava ofegante por ter corrido.

O anjo voou mais alto do que a base dos degraus na terra, e apontou para cima: “Venha” o anjo gritou. “O bode está chegando, e não queremos que ele veja esta escada. Vamos!”

Não havia corrimões na escada estreita. A escada era clara como o vidro, que pode ser escorregadio. Eu podia ouvir o rolamento do aríete, embora eu ainda estivesse ofegante, eu comecei a correr até a escada.

“Mais rápido!” O anjo chamava.

Eu mantive meus olhos nas escadas. Em suas mãos, o anjo tinha um cordão vermelho fixado na parte inferior da escada. Eu podia ouvir o aríete se aproximando, mas o anjo puxou o cordão e trouxe o primeiro lance da escada, como aquelas escadas do sótão que podem ser abaixadas e levantadas.

“Depressa!” O anjo pediu.

Eu continuei a correr os degraus, sem fôlego. O anjo puxou a corda fina, e outro lance das escadas ficou suspenso.

“Continue subindo”, disse o anjo, embora agora o tom de sua voz tivesse menos urgência.

Com um grande esforço, eu terminei de subir as escadas e virei-me para me certificar de que realmente havia escapado. O aríete estava diretamente abaixo, rolando abaixo de nós quando o terceiro lance da escada foi puxado para cima.

“Você estava segura depois de subir o segundo conjunto de escada, mas para estar realmente segura, você precisava para passar o terceiro conjunto”, disse ele.

O aríete passou rolando, eu tentei recuperar o fôlego e me recompor. Só então olhei ao redor.

“Onde estou?” Perguntei.

Paraíso

"Paraíso", o anjo sorriu, enquanto amarrou um cabo segurando as escadas em um posto de ancoragem. Em um letreiro acima podia-se ler PORTO DO DEGRAU. Eu observei o parque mais bonito que eu já tinha visto.

Havia suaves colinas, camas de flores delicadamente coloridas, e grama uniformemente verde como a relva das casas coloniais inglesas. Uma ciclovia atravessava essa parte do parque. Havia também piscinas tranqüilas, um riacho, e árvores exuberantes que na Terra teriam fornecido sombra, mas não há sombra nenhuma aqui. Uma luz suave e crescente emanava de tudo.

Lindo, pensei.

“Lindo mesmo não é?”, respondeu o anjo.

Eu não parecia surpresa de que ele lia meus pensamentos. Eu me virei para olhar para ele, só então sua aparência foi clara para mim. Ele parecia ter 1,90 de altura e estar em seus trinta e poucos anos, se eu fosse contar em anos humanos. Ele tinha cabelos castanhos encaracolados e usava um roupão de corpo inteiro marrom, transparente. Debaixo do manto marrom fino, eu podia ver que ele tinha um macacão azul-e-branco de listras de trabalho, do tipo que se pode obter na loja de uma comunidade agrícola. O pensamento ocorreu-me de que o manto marrom que estava por cima era tão fino que provavelmente era refrescante para usar durante o trabalho.

Uma corda enrolada atravessava por seu ombro e peito, dava uma volta perto de sua cintura, e voltava por suas costas e para seu ombro novamente. Ele usava um cinto branco, do qual pendia uma bolsa branca de ferramentas. Esta bolsa parecia um pouco com o cinto de ferramentas de mão usado pelos reparadores de telefone. Ele desamarrava fios de prata de sua bota marrom de cano alto, usada à trabalho, enquanto falava comigo.

“Sem sapatos aqui em cima”, ele sorriu. “Esta é uma terra santa”. Eu olhei para os meus próprios pés e vi que eles também estavam descalços.

Ele levantou-se, colocando as botas debaixo do braço. “Você está segura aqui”, o anjo continuou: “Tudo isso é lá em baixo.”

“O que foi isso?” Eu perguntei.

“O grande inimigo de nosso Senhor e de Sua Igreja.”

“Mas estava destruindo a igreja”, exclamei.

As duas Igrejas

“Algumas delas podem ser destruídas, as que se chamam a si mesmas de igreja”, ele continuou. “Elas têm uma placa dizendo que ‘são’ a Igreja, e muitos vivem atrás desse sinal, a placa. Mas a igreja - a igreja real - escapa; a verdadeira igreja está viva e pode correr mais rápido do que qualquer aríete pode rolar. Elas são desajeitadas, é verdade, mas se você é pedra morta, se você não está vivo, então é claro que é mais do que qualquer estrutura feita pelo homem pode resistir. No entanto, a igreja, real e viva de Jesus Cristo pode se esconder em cavernas, flutuar sobre a água, ou subir ao Paraíso. Um membro da igreja verdadeira saberá onde a escada oculta está localizada. Essa pessoa pode pedir ajuda, e nós desceremos as escadas para que a pessoa possa escapar. A igreja verdadeira é mais ágil do que o aríete. Pedras vivas têm pés.”

Então, como alguém que acaba de se lembrar de suas maneiras, ele disse, “Você gostaria de algum aperitivo? Isso irá ajuda-la.”

“Tudo bem”, disse eu, tentando me orientar.

Uma bandeja de frutas flutuou até nós. “Aqui está”, disse o anjo, apontando para a bandeja “escolha uma.”

Cheguei a fazer uma seleção de frutas. Algumas variedades eu tinha visto na terra, e algumas eu não conhecia. Todas estavam sem mancha. Nós ambos fizemos seleções e começamos a comer.

“Você precisa se familiarizar com os locais das escadas ocultas”, continuou ele.

“Existe um mapa?” Eu perguntei.

“Não”, o anjo riu. “O mapa está no Espírito. Seguindo Sua direção, Ele a direciona para as escadas ocultas.”

Olhei para o PORTO DO DEGRAU. “Estas escadas parecem de vidro”, eu disse.

“Luz”, o anjo respondeu. “Legais elas não é?”

“Algumas pessoas caem destas escadas?”

“Não se elas mantêm seus olhos em Jesus”, ele riu, “mas eu não aconselharia olhar para o lado. Você pode ficar vacilante se fizer isso.”

“Isso é que é uma fruta boa!” eu exclamei.

“Sim, tudo é bom aqui”, disse o anjo, imitando um vaqueiro.

Eu ri, confusa. Ele não era nada parecido com a minha idéia de um anjo.

“Qual é o seu nome?” Eu perguntei a ele.

Ázar o Anjo

“Ázar” o anjo disse: “Eu sou o que responde quando você pede ajuda.”

“Existe apenas um de vocês?”, eu perguntei.

“Você quer dizer para a terra toda? Oh não, eu não poderia tomar conta de toda a terra. Estamos incumbidos de pequenos grupos cujas chamadas respondemos, mais ou menos de acordo com o estilo de vida da pessoa.

Às vezes uma pessoa vai precisar de uma dupla de nós, mas geralmente nós podemos lidar com cinco pessoas. O chefe escolhe quem serão.”

“O chefe?”, eu disse.

“Bem, o nosso chefe imediato, e não o Senhor. Eu me refiro ao anjo encarregado dos auxílios. Enquanto você estiver vivendo na terra, eu sou aquele que responderá seu pedido de ajuda. Portanto, não vá escalar montanhas”, ele riu.

Ele me deixou fascinada.

“Está satisfeita com as frutas?”, questionou.

“Sim, obrigada”, eu disse. A bandeja de frutas desapareceu.

A sugestão

“Agora”, o anjo continuou “você pode voltar. O perigo passou, mas gostaria de sugerir que você tomasse o caminho para a sala do trono.

Você deve estar aqui por algum motivo, mas esse conhecimento não me foi dado. Seu Pai pode lhe dizer por que você veio.”

“Meu Pai?” Eu disse, olhando em direção a um parque, perdida em reflexão. Parecia inconcebível, não só que eu estivesse no paraíso, mas também que eu poderia ver o meu Pai celestial como uma criança pode ir ver seu pai terreno.

“Certamente”, disse ele, lendo meus pensamentos. “Basta ir pelo caminho.”

“Será que este caminho levar à sala do trono?”

“Todos os caminhos levam a Deus aqui. Eles não são como os caminhos da terra.”

Olhei para o caminho como se fosse um horizonte distante muito longe de alcançar.

“Vá lá!”, ele riu. “Vá ver o seu Papai. Eu estarei aqui quando for o tempo de você voltar.”

Virei-me para analisar seu rosto.

“Você não quer saber por que você está aqui?” Perguntou ele.

“Sim”, eu exclamei rindo.

Ele ergueu as mãos e encolheu os ombros, como se dissesse, “Bem?”<